"E uma coisa eu posso lhe jurar, porque foi algo que vi muitos anos depois — uma visão da própria roubadora de livros: quando se ajoelhou ao lado de Hans Hubermann, ela o viu levantar-se e tocar o acordeão. Ele se pôs de pé, prendeu o instrumento no corpo pelas alças, nos Alpes de casas destroçadas, e tocou o acordeão com seus olhos prateados de bondade, e até com um cigarro pendendo dos lábios. Chegou mesmo a cometer um erro, e riu, numa rememoração encantadora. Os foles respiraram e o homem alto tocou para Liesel Meminger pela última vez, enquanto o céu era lentamente tirado do fogão."
Trecho de "A menina que roubava livros", de Markus Zusak
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